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A anatomia dos vampiros

Atualizado: 7 de jun. de 2025

Neste post, vou trazer a anatomia dos vampiros estudada pelos mais renomados cientistas que passaram pela organização nacional da Romênia entre os anos de 1983 à 2008. A equipe, liderada por Vasile Constantinescu, fez inúmeros artigos importantes ao usar corpos de vampiros dissecados e registrar as diferenças com a anatomia humana. Todos os dados compartilhados aqui são baseados nestes artigos, que são usados até hoje por todas as organizações de caçadores.


Presas

As presas dos vampiros eram antigamente pensadas como caninos permanentes. Com os recentes estudos, foi percebido que seus caninos são normais em comparação aos humanos. As presas são inconscientemente apresentadas quando eles se preparam para se alimentar, transformar ou às vezes atacar, e saem de pequenas aberturas discretas na gengiva, acima dos caninos.

A parte inferior é tão fina que chega a ser indolor para o humano ou animal que está tendo seu sangue ingerido, isso se o vampiro tiver ciência da forma correta de extrair o fluído. Há histórias trágicas de vampiros que morderam de mal jeito ou acertaram uma artéria/veia que não deveria, em que deixaram sequelas em seus humanos, ou pior.

Das presas também podem sair dois fluidos: o primeiro e mais óbvio é a "mistura da criação", como foi conhecida. Este é o fluido usado na hora da transformação de um humano em vampiro, por onde uma pequena parcela da Besta é transferida. O outro fluido é um anestésico, em que muitas vítimas destacam sua característica viciante. Este anestésico ajuda na hora da extração e, também, pode ser usado como um criador de vínculo entre vampiro e carniçal, se inserido em demasia.

Mesmo em pessoas que não se pretende transformar, a mistura da criação ainda assim acaba saindo junto com o anestésico em menor quantia. Por conta desse fluido, o corpo humano perfurado pelas presas recebe componentes que ajudam na regeneração do tecido da pele em segundos. Sobre a mistura da criação, pode-se dizer que é o cicatrizante mais potente e rápido encontrado na natureza.

AGLA

O sangue do vampiro também possui substâncias que causam vício e hipnose. Quando um vampiro quer usar um humano de carniçal por longo prazo, os mesmos apresentam o seu próprio sangue para ingestão do humano. Em seu sangue existe a substância AGLA, que tem mais poder de prazer do que a dopamina e a serotonina, e faz com que o humano torne-se adicto e necessitado do vampiro que lhe ofereceu o sangue por muito tempo – talvez até para sempre.

A AGLA foi descoberta em 1943, e teve esta sigla derivada da frase em hebraico Atta Gibor Lejolam Adonai, que significa "Tu, ó senhor, poderoso para sempre". Os humanos carniçais geralmente relatam que o gosto do sangue vampiro é doce e de textura densa, e o efeito que ele causa após a ingestão é de calmaria após uma forte onda histérica.

O efeito da AGLA dura 32 horas, então, neste limite de tempo, o carniçal muito provavelmente irá pedir mais.

As crises de abstinência por AGLA são fortes e podem causar agressividade, tendências suicidas e automutilação, e podem durar meses e até anos. Até o presente momento não há registros de grupos de apoio aos adictos por sangue vampiro.

Ingestão de sangue

A quantia diária adequada de consumo de sangue entre os vampiros, de acordo com os mesmos e visto em revisão de Constantinescu é, em média, um copo de 475ml.

Isso pode ser facilmente extraído de uma pessoa apenas, sem deixá-la com sequelas graves além de uma leve queda de pressão, que pode ser restaurada em poucos minutos após a extração.

Não se tem ao certo dados sobre quantidades máximas que um corpo vampiro tem a capacidade de aguentar sem entrar em uma "overdose", mas sabe-se que esta quantidade mínima deve ser levada a sério para manter a Besta em seu estado mais sóbrio. Em outras palavras, quanto menos sangue a Besta tiver no organismo, mais ela poderá sofrer o que chama-se de frenesi: um estado de completa obscuridade da humanidade do vampiro, e que a Besta toma o controle do corpo, sedenta por alimento. Só após um intenso período de tempo é que a Besta cede e, então, o vampiro toma a consciência e há de arcar com as consequências do frenesi passado.

Há casos de vampiros que relatam necessidade de ingerir a carne humana além do sangue, mas Constantinescu et al não encontraram nenhuma evidência de, efetivamente, um vampiro necessitar de qualquer outro alimento que não seja sangue. O que pode ser contemplado pelos cientistas é que vampiros "carnívoros" possam ser naturalmente adictos por sangue, ultrapassando a quantidade adequada e chegando a até 6 litros por dia. Até o presente momento, nunca foi encontrado sequelas ou efeitos colaterais desse consumo, mas é importante lembrar que, de acordo com o Acordo de Paz feito entre os governantes da sociedade vampira e os caçadores, a morte de um humano resultada da necessidade de alimentação de um vampiro é considerada crime.

Localização da Besta

Por muitos anos, a localização da Besta dentro do corpo vampiro era motivo de discussão. Durante o século XV, era altamente difundida a ideia de que a Besta ficava no coração, uma vez que este é o órgão em que o sangue é bombeado. Assim, muitos homens e mulheres, considerados erroneamente ou não como vampiros, eram empalados como forma de tentar matá-los. Foi descoberto, ainda no mesmo século, que o ato de empalar por si só não era capaz de matar um vampiro e, mais tarde, nos escritos de Hoffman & Schutz, descobriu-se que vampiros morriam empalados por falta de alimento, isso quando a sua Besta não era capaz de se desfazer da estaca.

A partir do século XVI descobriu-se uma nova forma de matar um vampiro, usando a mesma premissa de empalamento mas, desta vez, usando estacas de prata. A prata é um elemento altamente fatal para vampiros, isso porque o elemento impede a capacidade de regeneração celular e cicatrizante da mistura da criação funcionar na área ferida pelo objeto prateado, além de causar uma dor angustiante e, ainda, provocar queimaduras. Por isso, até hoje os caçadores usam munições e armas cortantes de prata em suas missões.

Ainda que tenha funcionado por muitos anos o uso das estacas de prata, ainda assim era possível reconhecer que a morte não era causada pela ferimento, mas sim pela qualidade da prata como um impedimento de cura. Foi apenas no século retrasado, mais especificamente em 1847, que se foi encontrado o primeiro registro da primeira morte de um vampiro pelo corte de cabeça e que os humanos/caçadores reconheceram a morte instantânea, no caso de Jure Grando.

A Besta é localizada no cérebro vampiro, em todas as regiões nervosas. Desde o córtex frontal até o tronco encefálico, todo o sistema nervoso do vampiro possui uma espécie de "parasita" visível. Ele é o responsável por manter a Besta à par dos pensamentos e sentimentos do vampiro, tomar as funcionalidades em caso de frenesi e coordenar áreas vitais do corpo.

Sendo assim, uma vez que a cabeça é cortada do resto do corpo, o "humano" ainda existente no vampiro morre, assim como seu hospedeiro.

Todo o corpo é regido apenas pela disponibilidade da Besta e pelo sangue que corre nas veias, isso significa que tudo no corpo do vampiro é sangue, diferente das demais criaturas animais que possuem outros fluídos. Então, lágrimas, fezes, urina, bile, esperma, vômito, leite, secreções e suco gástrico são substituídos por sangue ativo, ou seja, que representam o papel destes fluídos a fim de manter o corpo funcionando – isso em caso de vampiros mais estimulados pela Besta. No caso de vampiros que ainda podem consumir alimentos por puro prazer, as fezes, urina e vômito podem ser semelhantes aos dos humanos.

Os únicos fluídos que não são substituídos por sangue são o suor e a saliva, o que Constantinescu et al acreditam ser por um motivo de adaptabilidade e disfarce. Estes, por falta de um funcionamento adequado do corpo humano substituído pela funcionalidade regida pela Besta, os fluídos comumente associados aos humanos de suor e saliva são substituídos pelo seu anestésico natural. Isso explicaria com facilidade o motivo de humanos se apaixonarem com muita facilidade por vampiros que tiveram algum tipo de relação íntima, já que a saliva possui a substância altamente viciante.

Ao lado, uma fotografia recente da equipe de caçadores após dissecar um vampiro jovem. É perceptível as linhas escuras, em que se acredita ser as ligações enraizadas da Besta. Essas raízes também foram encontradas na medula espinhal, mas não estão presentes em nenhum outro órgão, vital ou não.

Este, como bem dito antes, é o caso de um vampiro jovem, com estímulo médio da Besta. Vampiros mais velhos ou vampiros que costumam consumir demasiadamente a Besta de outros vampiros possuem mais raízes pretas em seu sistema nervoso.

A presença das raízes, no entanto, não interfere no peso e nem no tamanho do cérebro. Também não parece interferir nas capacidades mentais e nem sentimentais do vampiro, a não ser na empatia em casos de vampiros mais envolvidos com a Besta. Não se encontrou diferenças entre os cérebros de nascidos e de transformados.

Ficou com alguma dúvida sobre a vida dos vampiros? Me mande uma mensagem e, talvez, sua dúvida esteja em um dos próximos posts sobre mais curiosidades da anatomia dos vampiros.


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